10 de junho de 2013

Mudando sua maneira de pensar

Mudando sua maneira de pensar



Qualquer método realmente eficaz de mudança terá de explicar porque, ás vezes, é tão difícil mudar e por que, às vezes, é tão absolutamente fácil fazer isso. A mudança acontece em um instante. 

Talvez você ficasse nervoso diante de muitas pessoas, e, um belo dia, você acorda e percebe que não fica mais. Você achou tempo para voltar a estudar ou fez um esforço maior para conseguir aquela promoção. Você pode ter passado algumas semanas, meses ou até anos se preocupando com isso. De repente percebe que as coisas mudaram.

Os exercícios da Programação Neurolinguística são como experiências de pensamento, exercícios mentais ou jogos. O laboratório ou campo estão na sua mente. Faremos exercícios simples que lhes darão uma ideia de como isso funciona. Você já andou em uma montanha russa ou em um brinquedo qualquer em um parque de diversões?

Pare um pouco e procure se lembrar. Depois, imagine que está vendo os brinquedos de uma distância considerável, talvez sentado em um banco do parque. Observando daqui você pode se ver lá adiante, no brinquedo. Observe como se sente ao se ver dessa distancia. Em seguida entre no carrinho e sente-se, de forma a sentir suas mãos na barra de ferro diante de você. Olhando para baixo, veja o cenário passando veloz, sinta o sacolejo do carro, e ouça o som das pessoas gritando a sua volta. Observe como se sente tornando a viver, recriando essa aventura. Estar em um brinquedo em um parque de diversões, sentir que está sendo levado de um lado para o outro, é uma experiência bem diferente do que imaginar estar se vendo neste mesmo brinquedo do parque de diversões à distância.

Essas duas perspectivas muito diferentes possuem estruturas mentais diferentes. Estar se divertindo em um parque de diversões é envolvente e excitante o que a PNL chama de estar "associado". Observar à distância é calmante e sem ligações o que a PNL chama de estar "dissociado". Para a PNL  descobrir e colocar em prática essas técnicas é fundamental.

Para a próxima experiência de pensamento, inicie destinando um minuto ou dois para limpar sua mente de suas atuais preocupações. Preste atenção ao seu corpo, relaxando. Observe as áreas tensas e relaxe-as, ou então tensione-as ainda mais e em seguida deixe que elas se relaxem. Agora, pense em uma experiência agradável, uma época específica e prazerosa da sua vida algo que realmente gostaria de estar pensando agora. Uma vez conseguindo ver com seu olho mental uma lembrança específica e prazerosa, observe como você se sente.

Depois, deixe que esta experiência se aproxime ainda mais de você e se torne  maior e mais brilhante e ricamente colorida. Agora observe suas sensações de novo. Elas mudaram de alguma forma, talvez ficando mais intensa?

Ao terminar, permita que sua experiência volte às suas características originais. O que acontece com a maioria das pessoas é que suas sensações agradáveis se tornam notavelmente mais fortes conforme a experiência se aproxima delas, e mensuravelmente mais fracas quando elas se afastam. São exercícios simples que podemos utilizar em diversas situações. Muitas vezes no nosso dia-a-dia, esbarramos com situações que necessitamos estar "associados" ou "dissociados" para um entendimento claro e objetivo. Exercite-se!


3 de junho de 2013

Os Quadrantes Cerebrais

Os Quadrantes Cerebrais


Falamos anteriormente em Competências Gerenciaise Aptidões cerebrais, que são entendidas como combinações de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional em determinada função. Nos treinamentos de desenvolvimento do potencial cerebral são destacados quatro elementos que favorecem o uso de técnicas mentais: a Crença, a Expectativa, o Desejo e a Imaginação.

A Crença é o somatório de nossas informações sobre o mundo, ou seja, aquilo que o mundo é; a Expectativa é o somatório de nossa atitude emocional de como o mundo interage conosco, ou seja, aquilo que o mundo deseja para nós; e o Desejo é o somatório de nossa forma de interagir com o mundo, isto é, aquilo que decidimos fazer do mundo. A Imaginação, por sua vez, é a técnica operativa, a ferramenta de sincronização destes elementos, que, auxiliada pela emoção, permite ao indivíduo alcançar a capacidade da Intuição e o potencial de realizar tarefas.

Sabemos que a estrutura neurológica de nosso cérebro guarda potenciais psíquicos diferenciados, porém, o balanceamento e a integração requer um aprendizado cuidadoso. Ao estudarmos e ampliarmos este modelo, utilizamos formas mais eficazes de usar a energia mental para objetivos específicos. Se usarmos os modelos dos quadrantes cerebrais, pode-se dizer que, através da Imaginação, é possível harmonizar o hemisfério cerebral esquerdo (onde estão arquivadas as Crenças Positivas) com o hemisfério cerebral direito (onde estão acumuladas as Expectativas de Sucesso) e direcionar este potencial psíquico para um foco específico – o Desejo.

Podemos citar a área da linguagem linear, em um local do cérebro onde posicionamos a Crença. Teorizamos que nesta área estão arquivados os “ditos populares internos”, algo como “sempre faço dessa maneira”, “o mundo é deste modo”. No outro extremo, a área da Expectativa corresponde a linguagem emocional, algo como “é possível”, “tenho capacidade para isso”. E a área da geração de imagens visuais, o córtex visual do cérebro, está efetivamente no ponto onde localizamos a Imaginação.

Um psicólogo chamado Roger Von Oech, autor de três livros sobre criatividade, analisou as formas de pensar do ser humano e simbolizou em papéis, conforme pode ser visto na figura abaixo:




Oech disse que o indivíduo, ao refletir sobre algo, usa quatro posturas diferentes: primeiro deve perceber, depois refletir, após concluir e, por último, agir. Estes papéis podem ser representados na forma dos quadrantes cerebrais: O Explorador, o Artista, o Juiz e o Guerreiro.

O Explorador busca obter informações no mundo para justificar a sua curiosidade. Ele não se preocupa com a qualidade das informações e sim com a quantidade. Experimenta várias abordagens e ângulos. Sua característica básica é a ousadia. Em termos de quadrante cerebral, este papel é função principal do Hemisfério Cerebral Esquerdo, em sua parte posterior. Esta mentalidade investigativa é essencial para o início do processo criativo.

O Artista dispõe de todos os dados que o Explorador obteve e os adapta, transforma, inverte, reinventa, compara, distorce e associa, de todas as formas possíveis. Esta fase é a incubadora de idéias e nada deve ser criticado. Este lado da mente é função principal do Hemisfério Cerebral Direito, em sua parte posterior. A visualização ajuda muito neste processo.

O Juiz é o terceiro papel criativo. Ao contrário do que se pensa, este é um papel extremamente positivo e importante. Muitas ótimas idéias se perdem por não se usar o lado juiz no momento certo. O Juiz avalia o que o artista criou e questiona a sua adequação e viabilidade, adaptando os recursos disponíveis. Ele sempre se pergunta: “o que/ quando/ como/ quanto?” E, também se pergunta, após a implantação de idéias: “o que pode ser melhorado? O que aprendi com as falhas? O que aprendi com os acertos?”. Este lado da mente é função do HCE, em sua parte anterior. É uma das funções mais recentes, evolutivamente falando, do cérebro humano, o que justifica a dificuldade que temos de empregá-la apropriadamente. Muitas vezes nós permitimos que o Juiz invada o papel do Explorador ou do Artista, impedindo o desenvolvimento adequado de suas funções. Ou, ao invés, bloqueamos o Juiz, dificultando as avaliações isentas de nossas decisões.

O Guerreiro é o quarto papel criativo. Ele obtém as idéias aprovadas pelo Juiz e as implanta. O Guerreiro é o Fazedor Interno e o Realizador – detém a chave da Motivação. Não é suficiente utilizar bem o Explorador, o Artista e o Juiz, se pecamos em impedir que o Guerreiro se manifeste. Esta parte está principalmente localizada no HCD, em sua parte anterior, e é que nos encaminha para a realização.

O Guerreiro deve ser imune as críticas, pois o Juiz já teve tempo para verificar todas. O Guerreiro não deve ser cego ou teimoso e nem soberbo, mas manter-se firme, caso continue recebendo “feedback” positivo das outras partes de sua mente.

Pode ser observado que o ponto de acúmulo da Crença está na interseção dos quadrantes Explorador e Juiz. Isto é, as Crenças são funções do que sabemos e conhecemos sobre o mundo e como o julgamos e avaliamos. Do mesmo modo, o ponto de junção da Expectativa é a interseção do Artista com o Guerreiro. Isto é, as Expectativas são funções de como “recriamos” o mundo em nossas mentes mas também como decidimos e agimos em relação a isso.

No centro dos quadrantes cerebrais, há um nexo interessante. Neste ponto, onde há uma rede de nervos chamada de corpo caloso, há um reforço na interação entre os hemisférios cerebrais. E, neste ponto, também, abaixo do corpo caloso, reside o sistema límbico, a área neurológica desencadeadora das emoções. Esta área, no cérebro animal pouco desenvolvido, é a base do Instinto. Ela se subdivide em uma área instintiva mais baixa (ligada ao tronco medular) e uma área emocional mais evoluída, nos animais mais modernos, principalmente mamíferos superiores. Podemos teorizar, no modelo simbólico, que a Imaginação, para alcançar o ponto do Desejo, precisa “passar” por um caminho neurológico no centro do cérebro, sendo “energizada” pelo Instinto e pela Emoção. E só consegue isto com a perfeita integração da Crença com a Expectativa (HCE e HCD).

Em suma, se perceber dificuldades com a sua Criatividade, analise se os seus papéis criativos por acaso não estão misturados ou enfraquecidos. Para isso é importante que os papéis sejam utilizados na hora certa: quando for hora de perceber, perceba; na hora de refletir, reflita; na hora de concluir, conclua; e na hora de agir, aja. Aliado a este estudo, focalizaremos agora a interação destes quadrantes cerebrais com técnicas de visualização de objetivos, conforme ensinadas na Neurolingüística.



27 de maio de 2013

Administração do Tempo


Administração do Tempo

A administração do tempo pode ser definida de forma simples, como um plano de utilização e controle do mesmo, da maneira mais eficiente e eficaz possível. Essa administração varia de pessoa para pessoa, de rotina para rotina. Um único sistema não pode ser adequado para todos. Ele precisa ser solto e flexível, de forma a ajustar-se a situações em constante mudança. A administração do tempo deve ser uma abordagem harmoniosa, abrangente e não uma mescla de idéias estanques, táticas e truques. Ela deve abranger e incluir todos os aspectos de seu trabalho e em todos os momentos, ao longo das constantes alterações e atualizações, levando em conta a situação que se apresenta.

O tempo é algo limitado, transitório e efêmero, e por isso mesmo, difícil de ser controlado. De modo quase inevitável, você irá perceber que atualmente dispõe de bem pouco tempo, contudo, amanhã, ele será suficiente. No dia seguinte é que percebemos que o tempo parece tão escasso quanto no dia anterior. Se você puder identificar e eliminar as atividades que geram desperdício de tempo, vai encontrar um modo de controlar o seu próprio tempo. Ele é difícil de ser utilizado de maneira eficiente e efetiva. Pode-se ganhar mais tempo delegando tarefas. Isso talvez seja bom para você, mas não significa que o será para quem executará a tarefa! A implementação de um plano de administração do tempo não se faz de modo fácil. Isso é inevitável. As formas mais práticas de analisar suas cargas de trabalho como organizar-se, delegar tarefas etc., são difíceis por si mesmas, especialmente se você não deu a máxima atenção a essas atividades, antes.

Um plano de administração para ganhar tempo traz vários benefícios, entre os quais podemos mencionar um controle maior, um aumento da produtividade e o aumento do tempo livre. Podemos atingir objetivos mais claros, tarefas planejadas, levando-se em conta as prioridades e os cuidados, a utilização de agendas de papel e on-line, listas etc. irão ajudá-lo a saber exatamente o que está fazendo, quando, por quê, como e por quanto tempo. Em conseqüência, você tem o tempo sob controle, em vez de ele exercer controle sobre você. Você é quem manda, ditando o que deve acontecer e quando.

É útil saber em que consiste o plano da administração do tempo, embora cada pessoa tenha sua maneira de tratar o assunto, e que varia de acordo com as circunstâncias que envolvem cada um. De forma característica, a apresentação do sistema envolve alguns estágios, como analisar sua carga de trabalho, tornar-se organizado, delegar tarefas com sucesso, como lidar com material impresso, como conduzir reuniões ou conversas, como controlar atividades que geram desperdício de tempo e principalmente como aproveitar ao máximo o tempo livre. Destacaremos cada um separadamente.

Para tornar-se organizado, é sensato dar prioridade às suas tarefas de acordo com a importância e a urgência das mesmas. Talvez você queira utilizar um sistema diário que registre as atividades planejadas, incluindo os próximos dias, semanas e meses. Você também pode fazer registros mediante os quais possa acompanhar e controlar seu progresso.

Saber delegar tarefas tem um papel de grande destaque na administração do tempo, afinal de contas, outras pessoas podem ser capazes de realizar uma série de tarefas tão bem quanto você, senão melhor, economizando, assim um tempo precioso. É preciso compreender isso adequadamente — observando tanto vantagens quanto desvantagens. Sempre que possível você deve encaminhar certas atividades a outras pessoas, se e quando isso for necessário. Talvez seja necessário superar alguns problemas particulares para garantir que as tarefas sejam finalizadas de forma adequada e dentro do cronograma.

Para controlar o desperdício de tempo há várias atividades sobre as quais você precisa estar ciente e as quais deve saber enfrentar. Você deve ser capaz de lidar com interrupções, tanto de pessoas que vêm até você quanto de chamadas telefônicas. Você pode, às vezes, ser requisitado para resolver problemas de outros — faça isso da forma mais rápida e eficiente possível. Muitos desses fatores de desperdício de tempo podem ser controlados simplesmente sendo positivo — uma qualidade essencial que você precisa adquirir à medida que o processo evolui.

Para aproveitar ao máximo o tempo livre se ou quando seu plano de administração de tempo obtiver sucesso, talvez você descubra que conseguiu algum tempo livre, em geral no início ou no final do dia. Pense em como utilizar esse tempo para o seu benefício. Também é importante que você aprenda a relaxar e desfrutar o seu tempo de lazer. Tendo trabalhado com afinco e de forma correta, você merece descanso e precisa recuperar as energias, de forma a estar pronto para retornar ao trabalho e dedicar-se a ele cem por cento.

Se um plano for desenvolvido, isso exigirá uma mudança total quanto às atitudes do indivíduo. Os objetivos devem ser definidos pela primeira vez, reavaliadas as tarefas e escalas de tempo, modificadas as práticas de trabalho — tudo com base na administração do tempo. Economizar e aproveitar o tempo ao máximo tem de se tornar uma prioridade. Para isso, será necessário cultivar novos hábitos. Um plano não pode ser aplicado genericamente a todas as ocasiões, mas deve ser reformulado continuadamente. Os maus hábitos tendem a reaparecer depois de algum tempo, e com maior freqüência do que se imagina. Passa-se a confiar mais na memória do que nas agendas ou listas de controle, uma quantidade de papéis é deixada para ser vista no dia seguinte e, novamente, as pausas para o café estendem-se. Hábitos novos — e um plano de tempo — devem ser desenvolvidos e mantidos.

Às vezes, as cargas de trabalho de uma pessoa parecem tão pesadas, diversificadas e intermináveis que, reestruturá-las dentro de uma administração do tempo, parece uma tarefa impossível. A agenda está sempre lotada; ninguém pode realizar o trabalho de forma correta, ninguém dá conta de toda a papelada, ninguém consegue participar de tantas reuniões e assim por diante. O desenvolvimento de um plano adequado irá, sem dúvida, melhorar a situação. Após ter analisado seu volume de trabalho, de um modo amplo e minucioso, você pode começar a atuar no sentido de organizar-se. A fim de fazer isso de maneira adequada, é preciso priorizar as tarefas que você estará executando pessoalmente, e pensar na possibilidade de utilizar um plano diário. Neste ponto, é útil colocar suas atividades por prioridades. As que forem muito urgentes e muito importantes ao mesmo tempo devem ser executadas em primeiro lugar, já as tarefas que forem muito importantes, mas não urgentes, vêm em segundo lugar. As atividades que são importantes, mas são muito urgentes, delegue ou talvez você as realize em terceiro lugar e por fim, as tarefas não são importantes e nem urgentes, e ficam por último ou elimine-as.

Falando em relacionamentos, é preciso pensar com cuidado sobre o tempo que passa conversando, rindo, comendo e bebendo. Calcule quanto do seu tempo você despende no relacionamento. Nessas ocasiões, é preciso manter-se disciplinado e concentrado na administração do tempo, de forma a obedecer aos prazos que você se impôs. Certifique-se de ter regularidade e freqüência nos intervalos estabelecidos. Eles fazem com que você recupere suas energias, permitindo-lhe retornar às tarefas com a cabeça mais fria e com idéias claras.

Saber dizer não na hora certa e da maneira correta é primordial, mais especificamente para problemas triviais, e quando você estiver ocupado demais com assuntos urgentes e/ou importantes para poder falar com seu assistente, amigo, companheiro ou o que for. Também é correto contrabalançar. Se sua porta estiver sempre fechada e você sempre disser “Não”, todas as pessoas vão parar de procurá-lo e você poderá perder informações importantíssimas e ver-se excluído dos relacionamentos e da equipe/grupo. Portanto, seja acessível em horários importantes e responda a chamadas telefônicas conforme prometido.

Liberte-se do trabalho enquanto estiver em casa, dedique-se a hobbies. Certifique-se de que você se alimenta de modo correto, da mesma maneira, certifique-se de que você está dormindo o suficiente. Não vá se deitar tarde da noite. Assim poderá acordar cansado pela manhã. Descubra seu período de sono ideal por tentativa e erro e mantenha-se fiel a ele. O trabalho é importante e a forma como você administra seu tempo terá um impacto considerável sobre ele, bem como sobre você. Apesar disso, deve haver um equilíbrio entre sua vida profissional e sua vida particular. Se você se empenhar mais em aproveitar seu tempo livre, irá sentir-se mais feliz e menos tenso, retornando ao trabalho com uma atitude positiva que proporcionará um trabalho mais eficiente e proveitoso, utilizando seu tempo com o melhor de suas capacidades.

20 de maio de 2013

Competências Gerenciais e Aptidões Cerebrais

Competências Gerenciais e Aptidões Cerebrais



As competências são entendidas como combinações de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional em determinada função, competências individuais em conjunto com a estratégia organizacional. Prahalad, doutor em Administração por Harvard considerado o mais influente pensador do mundo dos negócios e Hamel, especialista em gestão, definem a competência organizacional como sendo o conjunto de conhecimentos, habilidades, tecnologias, sistemas físicos, gerenciais e valores que geram diferencial competitivo para a organização.

A competência é assumida por um coletivo, mas depende de cada pessoa individualmente. O trabalho em equipe fornece um quadro e um referencial para a ação de cada pessoa e formaliza a convergência necessária das ações profissionais, mas cada pessoa torna-se importante em si mesma. Portanto, a competência gerencial é um fator essencial que interliga as capacidades individuais com as organizacionais.

A importância do desenvolvimento das competências gerenciais é indispensável na condução das equipes, tornando-as mais eficientes e competitivas. Ela está associada ao nível de habilidades que suas tarefas exigem. Katz (apud MAXIMIANO, 2007) afirma que "habilidade é a capacidade de transformar conhecimento em ação e que resulta em um desempenho desejado". As habilidades podem ser:

• Habilidades Técnicas: relacionadas com o "fazer", ou seja, trabalhar com processos materiais ou objetivos físicos. Envolvem o uso de conhecimento especializado e facilidade na execução de técnicas relacionadas com o trabalho e com o processo de realização;

• Habilidades Humanas: relacionadas ao trabalho com pessoas. Envolvem o relacionamento interpessoal e a capacidade de comunicar, motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos pessoais;

• Habilidades Conceituais: relacionadas com o pensar. Envolvem a facilidade em trabalhar com ideias e conceitos, teorias e abstrações, e a visão da organização ou da unidade organizacional como um todo.

Conforme o gestor sobe na hierarquia organizacional, a importância da competência técnica diminui, evidenciando mais as habilidades conceituais. As habilidades humanas devem ser igualmente utilizadas em todos os níveis. Os diversos ambientes organizacionais, por terem objetivos e características específicos, requerem habilidades próprias para aquele determinado setor, e os papéis gerenciais podem se alterar, conforme o crescimento que o cargo exigir. Assim, por exemplo, um gestor que atuaria num nível técnico, poderia apresentar um papel mais de controle; já um gestor de nível conceitual, apresentaria um papel inovador ou negociador. Em nível humano, o de facilitador.

Uma competência não está associada apenas na aquisição de determinadas habilidades, mas implica na detenção tanto de um conhecimento quanto da capacidade comportamental de agir de maneira adequada. Para desenvolver determinadas competências é preciso não só apresentar o conhecimento teórico como ter a oportunidade de praticá-las.

É importante destacar que cada papel é complementar àqueles que lhe fazem fronteira e contrasta com aqueles com os quais se opõem. Por exemplo, o papel facilitador é complementar ao papel de mentor e monitor e contrasta com o papel de produtor. No entanto, um gerente pode apresentar vários estilos ao mesmo tempo ainda que contrastantes. Por exemplo, pode ter competências do perfil inovador e do perfil coordenador. Os perfis se adaptam dependendo das aptidões mentais e capacidades de cada pessoa.

As competências pessoais consistem nos atributos que uma pessoa apresenta na gestão de si próprio, conduzindo os seus negócios, e, sobretudo, controlando suas ações. Competências pessoais estabelecem as bases para interações com os outros, tanto em um ambiente empresarial como social. Tais competências são aproveitadas com maior eficiência, na organização, quando existe uma gestão que favoreça um ambiente propício para aplicá-las. Cabe aos gestores esta responsabilidade de alavancar e direcionar esforços, conduzindo as diversas funções existentes ao cumprimento dos objetivos organizacionais.

Neste sentido, associar competências gerenciais com aptidões cerebrais pode ser uma ferramenta para auxiliar os gestores no processo de gestão do capital intelectual, visando identificar os perfis exigidos para determinadas funções, facilitando o processo de recrutamento e seleção de pessoas, agregando, assim, vantagens competitivas à organização. 



13 de maio de 2013

Linguagem Corporal - A Postura

Linguagem Corporal - A Postura


A postura de um indivíduo pode resultar de precoces experiências psicológicas e, não, físicas. Argumenta-se que a postura corporal é um indicativo de saúde emocional (músculos retesados geram posturas ruins), é possível tornar-se mais relaxado simplesmente alterando a posição corporal.

As três principais posturas do ser humano são: em pé, sentado (que inclui as posições agachada e de joelhos) e deitado. O movimento corporal é capaz de comunicar vários desejos. Pistas que mostram que um indivíduo está apto à paquerar incluem ajeitar os cabelos e as meias. Já as pistas de posicionamento envolvem o posicionamento face a face com o interlocutor e a leve inclinação do tronco em sua direção, excluindo as demais pessoas presentes. Entre as ações está o flerte com os olhos, o cruzar de pernas e também a exposição das palmas das mãos. O modo como um conferencista se coloca diante daqueles que o estão assistindo faz transparecer seu nível de confiança.

A postura corporal oferece  pistas sobre a saúde e o humor do indivíduo. No trabalho, desejamos que nossos chefes sejam positivos o que se pode revelar no modo como se sentam ou ficam de pé e na maneira como mudam de postura. Uma das poucas ações que homens de negócio podem controlar facilmente é o modo como se posicionam em relação aos outros. A orientação do corpo (para onde estão voltados pés e tronco) é considerada indicativa de onde estão os pensamentos do indivíduo e de onde ele de fato preferiria estar.

O "eco postural" ou a ideia de compatibilização já foi muito observada. As pessoas parecem não perceber que imitam ou copiam a postura (gestos e ritmo)daqueles com quem conversam, principalmente dos que mais apreciam. Esse fenômeno também é chamado de "contágio emocional" e ocorre quando dois indivíduos habilidosos conversam sobre emoções fortes.

Contudo, a importância de prestar atenção à postura corporal como ferramenta de comunicação para não deixar passar as informações ditas não verbalmente e de uma maneira eficaz fechar negócios e melhorar o relacionamento interpessoal.



Texto extraído do livro O Corpo Fala nos negócios, Adrian Furnham e Evgeniya Petrova; Editora Gente.