10 de dezembro de 2012

Metamodelo de Linguagem – Parte I


Metamodelo de Linguagem – Parte I



O Metamodelo é a maneira como o indivíduo busca traduzir suas representações interiores, ou sua maneira de pensar através das palavras (perguntas). Criamos conflitos e diferenças e nos aproximamos por semelhanças. O Metamodelo é constituído de padrões disponibilizando a cada um de nós uma forma eficaz para identificar omissões, distorções ou generalizações na fala do outro. Cada padrão disponibiliza uma pergunta, um desafio para podermos chegar à parte mais profunda do discurso alheio. É o processo de observar um evento ou série de eventos e “quebrá-los” em partes menores, para entendê-los e reproduzi-los.

A linguagem é considerada a estrutura superficial da comunicação, enquanto os filtros mentais representam a estrutura profunda. Mal-entendidos, distorções e conflitos são gerados porque a comunicação que ocorre no dia-a-dia acontece na estrutura superficial.



A habilidade em obter e transmitir idéias com precisão gera compreensão e respostas rápidas. Dentro de uma empresa o resultado é excelente. Um diretor que sabe pedir aquilo que quer terá como retorno uma ação eficaz por parte de seus colaboradores. Com o Metamodelo é possível descobrir como fazer perguntas para obter respostas específicas e a melhor qualidade possível de informações. Por exemplo, uma pessoa que constantemente diz ou pensa: "Sou fraca" Pode-se perguntar: "fraca comparada a quem?", "Em todos os momentos?", “algumas pessoas me aborrecem”, não é possível formar um quadro completo da situação. É necessário perguntar “como”: “Como especificamente essas pessoa o aborrece?”.

Para se usar os padrões do Metamodelo de forma adequada, dois fatores são importantes: saber ouvir sempre as palavras do interlocutor e captar adequadamente a sua comunicação não verbal, e manter o rapport.  Vale ressaltar a importância da utilização correta dessa técnica, pois ela pode causar desconforto ao interlocutor. O cuidado com a entonação, a atitude e a musicalidade na sua voz são importantíssimos. Uma pergunta feita de maneira arrogante ou ameaçadora pode destruir o rapport e acabar com qualquer chance de aplicar a técnica.

Falarei dos padrões de Metamodelos mais utilizados e como colocá-los em prática. O principal é saber fazer uma cuidadosa formulação de objetivos para estar ciente do que buscar na fala do outro. Espere pelas palavras, preste atenção na fala, lance mão de perguntas a fim de se chegar à origem desejada.

Perguntas bem formuladas, ou Metamodelo, constituem instrumentos poderosos para ir ao encontro do que realmente desejamos. As perguntas direcionam imediatamente o foco de concentração e recuperam informações valiosas que podem estar eliminadas da mente consciente. São exatamente essas distorções, generalizações e suposições que podem ser desafiadas para se obter uma comunicação eficiente com o maior número de informações. A mente tem a tendência natural de suprir a falta de informações subjetivas com figuras imaginárias criadas por ela mesma. Elas entram pelo filtro das generalizações, eliminações e distorções, e o produto filtrado está longe da realidade externa do acontecimento. O risco é acreditar e sofrer muito, e desnecessariamente, por causa desse modelo ou mapa representativo distorcido da realidade.

Distorções e Omissões - Ele está sempre bem arrumado; É elegante demais; É charmoso; Faz muito sucesso pelo seu jeito de ser; A maioria das mulheres o acha uma graça; É muito simpático;

Generalizações – Toda mulher dirige mal; Todas as vezes que chego a casa tenho problemas; Todo cliente quer se dar bem;

Quais Padrões de Metamodelos de Linguagem mais usados podemos destacar:  

Deleção: é ocultar algo. É impossível descrever experiências com todos os detalhes sem suprimir detalhes ou a idéia geral da narrativa. O problema é apagar informações vitais ou importantes. O bom comunicador deve atentar-se ao receber uma comunicação deletada, pois a mente do receptor costuma preencher o espaço da deleção com suas próprias referências pessoais. Muitas vezes ouvimos frases do tipo: "Estou confuso", "Estou surpreso" ou "Estou deprimida". As palavras "confuso", "surpreso", "deprimido", são predicados, palavras que exprimem ação, referem-se a um relacionamento entre diferentes coisas. Quando alguém está confuso com algo que foi deletado da comunicação, se quisermos descobrir ou acessar essa informação, teríamos que lançar mão do Metamodelo e perguntar: "Você está confuso com o quê especificamente?", ou "O que exatamente está confundindo você?"

Nominalizações: Também chamada de substantivação do verbo, é um processo que transforma um verbo em algo estático. Por exemplo, se o emissor diz: "Sinto falta de amor". A pergunta poderá ser: "Como você gostaria de ser amado? Se a pessoa diz: "A felicidade é mais importante", a pergunta é "Quem está feliz e de que maneira especificamente? A nominalização é também uma forma de deleção, pois deleta-se certas informações sobre o processo daquilo que se está falando.

Índice de referencial não específico: É a eliminação, ausência de referência, do nome, numa frase ou comunicação. Frases como: "Eles me irritam", "As mulheres são assim", são frases não específicas, em que pessoas ou coisas foram deletadas.

Quantificador universal: são palavras que tem significados radicais, ocorre com as palavras: todo, cada, sempre, nada, ninguém, nunca, nenhum, tudo. São situações que podem ter ocorrido umas duas ou três vezes e são generalizadas como se acontecessem sempre. Exemplos: "Crianças são bagunceiras", "Os homens são infiéis".

Operador modal de possibilidade e necessidade: englobam todas as capacidades ou deficiências do indivíduo. Exemplo: "Eu não consigo fazer isto". "Eu posso fazer aquilo". São coisas do tipo: posso, não posso, é possível, é impossível". Os operadores modais de necessidade: "devo", "não devo", "tenho que", é "necessário que". Indica em suas sentenças que aquela pessoa está numa situação em que não tem outras opções a escolher, limitando-se a situação de fatalismo ou de obrigatoriedade. As perguntas neste caso podem ser: "O que te impede de?", "O que aconteceria se você não fizesse?" Ou "O que poderá acontecer se você não fizer?"

Causa e Efeito: Trata-se de duas situações ou experiências ligadas por uma relação de Causa e Efeito. Se dissermos: “Ela me causa muita dor” ou problemas ou me faz mal, ou o olhar dela me deixa incomodado, estou pressupondo uma conexão entre essas duas situações, ela e meu incômodo. É importante saber que as causas podem ser bem diferentes daquelas em que nossa limitação mental possa acreditar. Na maior parte do tempo desconhecemos a enorme variedade de causas que levaram a um determinado efeito.

Equivalência complexa: Ocorre quando duas situações totalmente diferentes se relacionam uma com a outra, como uma relação de causa e efeito. Exemplo: "Ela está gritando comigo... ela me odeia". Podemos perguntar: "Os gritos dela sempre significam que ela o odeia? Você já gritou com alguém que não odeie?".

Execução perdida: É um julgamento ou avaliação de uma situação qualquer na qual o autor, o contexto e as condições ou critérios deste julgamento foram eliminados. Caracteriza-se pelo uso de palavras, tais como: "é bom, é mau, é certo, é errado, é verdade, é falso". O desafio, para completar a linguagem é procurar a fonte de informação ou autoria, o contexto, procurando conscientizar-se de que esta é uma deleção e generalização no mapa do sujeito. Podemos perguntar: "É certo para quem?" "Em que situação?" "Errado para quem?".


Muitas dificuldades na comunicação seriam facilmente superadas com a compreensão e o uso adequado dos Padrões de Metamodelo. Arrisque-se, preste mais atenção ao que dizem a você. Eu os desafio a OUVIR livres de barreiras e crenças pré-criadas, por uma semana, e tenho a certeza que descobrirá o quanto pode melhorar. No próximo post falaremos sobre o Metamodelo com os níveis lógicos, auxiliando-os a capacitar e chegar ainda mais fundo nas crenças, valores e modelos utilizados por seus interlocutores.




7 de dezembro de 2012

Vamos respirar fundo?

Vamos respirar fundo?




Falamos no post, da Importância da Respiração, sobre como a respiração atua no processo de comunicação. A PNL utiliza a respiração em quase todos os seus exercícios e recursos. Quando ficamos nervosos, ou estamos estressados, nós contraímos a respiração, mudamos a entonação da nossa voz e também a nossa fisiologia.

Convido você a observar seu padrão de respiração. Isso aumenta e melhora a sua percepção do corpo e do momento presente, falaremos posteriormente sobre presença. Quando não está em um estado de presença, ou seja, consciente do agora, perde energia, se dispersa e até fica ansioso. Quando estamos bem centrados no presente, tendemos a ficar relaxados, respiramos com mais equilíbrio e as emoções possibilitam maior tranquilidade. Como você respira quando está sob pressão, um susto, uma situação constrangedora, uma reunião de trabalho. Na seqüência, procure verificar sua respiração quando está cansado, como antes do almoço ou no final do expediente. Nesta fase, não modifique. Apenas observe.

Como já falado anteriormente, no mecanismo respiratório existe um músculo que separa o tórax do abdômen chamado diafragma que funciona como uma membrana fazendo com que o abdômen se expanda e se comprima conforme a respiração ocorre. Na inspiração ele desce, expandindo o abdômen e na expiração, o diafragma vai para cima, comprimindo os pulmões e expulsando o ar. Com o sedentarismo e o estresse cotidiano, as pessoas condicionam a respiração com a parte superior dos pulmões, o que a deixa mais breve e rápida. Com isso, o possível aumento dos sintomas de ansiedade; uma vez que respirar de maneira rápida causa mudanças fisiológicas, acelerando os batimentos cardíacos.

Se em um momento difícil já lhe disseram para respirar fundo, siga esse conselho. A respiração correta está relacionada a muitos benefícios, e nesse caso ela é chamada respiração diafragmática, aquela em que o abdômen (e não o tórax) infla no momento da inspiração. Nascemos respirando assim, mas com o estresse e os maus hábitos ao longo da vida, vamos adaptando à respiração torácica, que é quando usamos apenas a musculatura do tórax, tipo de respiração que é utilizada para exercícios intensos ou por quem está sob pressão.

A respiração diafragmática ou respiração profunda pode ser utilizada por todos nos momentos de tensão e estresse. Desse modo todo o corpo é mais oxigenado, inclusive o cérebro. É o primeiro passo para restabelecer o equilíbrio e também para o relaxamento, desconstruindo o mecanismo de luta ou fuga causado pela respiração torácica. Também é excelente para quem tem dificuldades com o sono.
                                                                                                          
Aprender a respirar, o que significa fazê-lo mais profundamente, é uma ótima estratégia para mudar não só o estado de espírito, mas também nossas atitudes. Os sentimentos afetam o modo como respiramos. E vice-versa: se você mudar conscientemente a maneira como respira, será capaz de alterar o jeito de sentir, falar, agir e ver as coisas. Experimente, pratique por poucos minutos ao dia, e confira os resultados!



3 de dezembro de 2012

Artigos - Multidisciplinaridade e Objetivos no trabalho de Coaching



Artigos - Multidisciplinaridade e Objetivos no trabalho de Coaching

Posto com muita satisfação, um artigo escrito por Roberto Madruga, que tive o prazer de conhecer em minha certificação de Coaching. Ele é reconhecido pelo mercado como Consultor, Coach e Estrategista multidisciplinar nas áreas de Recursos Humanos, Marketing de Relacionamento, Qualidade, Planejamento Estratégico, PNL e Comunicação.  Mestre em Gestão Empresarial pela FGV, Pós graduado em Marketing, Pós graduado em Educação, Master em Programação Neurolinguística – PNL pela International Association of NLP Institutes, Coach executivo e Coach de carreira certificado pela ICI – Internacional Association of Coaching Institute. Roberto Madruga é professor de MBA, autor de 5 livros que são sucesso de público e ganhador de prêmios nacionais. Diretor Presidente da ConQuist ( www.conquist.com.br). Vamos ao Artigo!



Não sei se foi por inquietação, intuição ou por admiração de alguns líderes que tive procurei obter uma formação multidisciplinar, isto é, “beber” de fontes diferentes de conhecimento como marketing, recursos humanos, tecnologia, qualidade total, negociação, liderança, planejamento estratégico e Coaching. Agora percebo que esta inquietação por novos conhecimentos está ligada à vontade de descobrir novas respostas e ajudar meus alunos e clientes a modificar a sua realidade. Definitivamente a minha formação em Coaching contribui para aumentar a minha visão de mundo.

De todos estes conhecimentos, a minha formação em Coaching está me trazendo mudanças importantes que gostaria de dividir com você. Uma delas é o fato de o Coaching ser uma ação educacional transformadora no médio prazo, isto é, as sessões com os clientes são realizadas semanalmente e na dose certa, fazendo com que o Coach e o Coachee trabalhem continuamente e pausadamente, conquistando cada passo dado. É como se fosse uma escalada na montanha, porém muito mais segura e planejada.

Um outro ponto que deve chamar a atenção de quem pretende se especializar em Coaching ou mesmo receber estes serviços é que a técnica definitivamente é transformadora e fica ainda mais eficaz quando o profissional que a está exercendo possui uma formação multidisciplinar. O motivo é simples: os clientes que procuram este serviço quase sempre apresentam necessidades de mudança que requerem um olhar mais sistêmico, isto é, mais completo de suas vidas.

A fim de manter sigilo não vou revelar a empresa, nem o cargo ou nome do cliente, mas gostaria de dividir com você um exemplo do que falei há pouco. Certo dia um executivo da área de serviços me procurou para sessões de Coaching com a seguinte queixa: estava infeliz com a avaliação negativa que a sua equipe fez dele e pretendia tomar ações enérgicas, inclusive mudar de emprego ou demitir pessoas. Você consegue imaginar como estava a vida desta pessoa, que sistematicamente era sempre bem avaliada por tudo e por todos?

Já nas primeiras sessões diagnósticas identifiquei que este cliente era tecnicamente capaz, querido pela empresa, porém uma pessoa muito severa consigo mesmo e com grande dificuldade de resiliência, isto é, dar a volta por cima e vencer o mau tempo.

O cliente antes do trabalho de Coaching desejava ser mais aceito por sua equipe, transferindo a responsabilidade da mudança para eles. Então, ao invés de trabalharmos a sua aceitação na equipe, como era o objetivo inicial deste cliente, traçamos um novo objetivo: aceitar feedbacks negativos como um executivo moderno ao invés de ficar desarticulado com “bad news”, agradecer pelo ensinamento proporcionado pela crítica e, assim, providenciar reflexão mudanças na sua forma de trabalhar. Simples assim!

O trabalho durou algumas semanas e o êxito foi grande. Qual a grande “sacada”? Traçar um objetivo realista sempre em conjunto com o cliente e ajuda-lo cliente a descobrir dentro de si os recursos necessários para o êxito.

O profissional habilitado para exercer o Coach sabe que as pessoas são capazes e já vem para este mundo com muitos “equipamentos” para a solução de problemas. O processo de Coaching, então, passa por despertar a sabedoria que já existe dentro do próprio cliente e auxiliá-lo na jornada da mudança do ponto “a” para o ponto “b”.

Espero que seja útil para o seu sucesso e nunca se esqueça de que nada se constrói sem conhecimento sólido guiado pelo domínio de métodos estruturados.

Boa sorte!


30 de novembro de 2012

Direção da Motivação


Direção da Motivação



Treinamentos de Motivação são colocados em prática todos os dias e vistos em grande quantidades na internet e em palestras. A proposta é mostrar que pessoas são diferentes e motivam-se de maneiras igualmente diferentes.

Mas, na realidade, motivação é uma força interior em constante modificação, levando um indivíduo a uma direção e objetivos. Dessa forma, erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo. Nosso interior é diariamente influenciado pelo meio externo, isso inclui pessoas e coisas.

No livro A nova tecnologia do Sucesso, o efeito causado por dois tipos de motivação, funcionam muito bem e de maneiras opostas. A motivação pela aproximação e a por afastamento. Funcionam em diferentes direções e tem diferentes resultados. Estes dois elementos-chave de motivação são o que a PNL chama de Direção de Motivação.

A Direção de Motivação é um programa mental que afeta a nossa vida. Todos já desenvolvemos motivações por aproximação e por afastamento: afastando-se da dor, do desconforto e do estresse ou se aproximando do prazer, do conforto e da tranquilidade.

Grandes vencedores dizem que é preciso motivação para alcançar suas metas, mas como podemos conseguir, como motivar pessoas e a nós mesmos todos os dias? Segundo a PNL a motivação é uma estratégia mental simples que você mesmo pode aprender a usar, algo disponível sempre que você precisar.

Como aplicar a  Direção de Motivação no dia a dia?

Como motivar outras pessoas? Esse conhecimento é especialmente útil para líderes. No trabalho, são capazes de notar logo, pelas palavras e padrões de reação, que pessoas diferentes motivam-se de maneiras diferentes como falado anteriormente. Muito mais informações podem ser encontradas quando se explora a maneira como as pessoas pensam sobre seus valores. Quando você pergunta, a pessoa vai responder com palavras de valor ou que indiquem a direção da sua estratégia de motivação. Este é um dos aspectos linguísticos da PNL.

Motivação por aproximação: Elas falam de suas metas e objetivos, elas lhe dizem o que querem alcançar, ganhar ou conquistar. Com essas pessoas, usaríamos incentivos para motivar a aproximação: alvos, elogios ou prêmios. As pessoas motivadas para se aproximarem das metas avançam para elas. Você percebe isso na maneira como elas falam, quando dizem coisas como, "Meu objetivo é ficar rico, ser reconhecido pelo meu trabalho ou ser uma pessoa importante". Ao se aproximarem mensuravelmente de suas metas, elas experimentam um aumento de emoções, um "sim" interior.

Motivação por Afastamento: Os mesmos incentivos e prêmios utilizados na motivação por aproximação significam muito pouco. Com isso, estas pessoas sentem-se motivadas para evitar situações desagradáveis ou negativas, afastando ou aliviando o desconforto que sentem, com determinada situação, acabam produzindo pois sentem-se motivadas a afastar o desagradável. As que se afastam usam palavras como: "evitar", "facilitar", "relaxar", "livrar-se de".

Uma maneira bem mais útil e produtiva de se pensar a respeito da motivação por afastamento é como um afastamento de problemas. Muitas dessas pessoas são excelentes solucionadoras de problemas. Faz parte até da linguagem delas. São as que chegam perto de você e dizem, "Desculpe, temos um problema". Elas vêem o problema e precisam resolvê-lo. Depois de solucionar um problema particularmente difícil, elas experimentam uma sensação de relaxamento emocional interior.

Conhecendo a Direção de Motivação das outras pessoas, anote-a mentalmente ou por escrito. Com esta informação, você vai poder ser mais persuasivo nas suas comunicações. Ao tentar motivar ou persuadir alguém, esteja certo de estar usando a Direção de Motivação que esta pessoa prefere, combinada com a palavra de critério que ela usa. Como as pessoas a sua volta falam? Você escuta corretamente essas pessoas? Qual seria a melhor técnica para usar com quem te cerca Aproximação ou Afastamento? Já aprendemos a observar e calibrar pessoas, vamos motivá-las agora?

28 de novembro de 2012

Círculo de Excelência


Círculo de Excelência




Grandes propostas e cursos são colocados à disposição das pessoas todos os dias. O que busco é demonstrar como e porque essas ferramentas de trabalho e vida devem e podem ser utilizadas com sucesso. O que fazer, como fazer, o motivo para fazer, entre outros, é a ligação com a realidade. A Programação Neurolinguística está na fronteira do desenvolvimento humano porque ensina os fundamentos do funcionamento do seu cérebro. Independente da situação, ela mostra como você pode fazer mais, ter mais e ser mais.

Os exercícios da PNL são como experiências de pensamento, exercícios mentais ou jogos. O laboratório ou campo estão na sua mente. Pense neles como uma chance de experimentar algo novo, de fazer coisas de uma nova maneira e de se divertir. Praticando essas técnicas específicas você conseguirá mudar o que quiser e necessitar, durante toda a sua vida. Praticando-a você poderá:

- Comunicar-se melhor.
- Traçar metas pessoais mais consistentes.
- Construir relacionamentos melhores e aprimorar suas técnicas de persuasão. - Mudar experiências indesejáveis que possam ter travado o seu desenvolvimento. 
- Intensificar a sua motivação e dos seus liderados.
- Alcançar o seu desempenho máximo.

Muitas vezes não sabemos o que fazer e vamos em busca de ajuda e apoio de outras pessoas. O que você teria conseguido se tivesse tido mais confiança quando precisava dela? Que sensações positivas originadas no passado você gostaria de tornar a experimentar se pudesse transferi-las de onde elas aconteceram na sua vida para onde você realmente as quer? O Círculo de Excelência faz exatamente isso.

 Esse exercício nos remete a um cuidado mais pessoal. Motivamos, cuidamos, apoiamos e escutamos muitos durante o dia a dia. Ao executar esse exercício, você está tomando a iniciativa. Você está decidindo por si mesmo como quer reagir às suas experiências e com isso melhorar as suas atitudes.

O Círculo de Excelência não serve apenas para problemas. Qualquer coisa que já estiver fazendo, você fará ainda melhor. Digamos que você já seja capaz de fazer apresentações bem organizadas e sistemáticas, mas há quem comente que elas são também um pouco secas. Você não precisa de mais confiança, mas poderia acrescentar um pouco mais de descontração, humor ou vida às suas apresentações, tornando-as ainda melhores. Pode-se usar o exercício para criar mais excelência da mesma forma que se faz para eliminar problemas.

Vamos ao exercício:

1. Reviver a Confiança. Fique de pé e se permita lembrar de uma época em que você se sentia muito, muitíssimo, confiante. Reviva esse momento, vendo o que você viu e ouvindo o que ouviu. É importante reviver totalmente a experiência, para que suas sensações sejam fortes. Faça de conta que voltou à situação. Fique de pé ou sente-se da mesma maneira e use os mesmos gestos.

2. Círculo de Excelência. Sentindo a confiança surgir em você, imagine um círculo colorido no chão em torno dos seus pés. De que cor gostaria que fosse o seu círculo? Gostaria que ele tivesse também um som, um zumbido suave, indicando como ele é poderoso? Quando esta sensação de confiança estiver no auge, saia do círculo, deixando o que está sentindo lá dentro. É preciso um tempo para criar uma imagem do seu Círculo de Excelência que seja adequada para você e, depois, adicioná-la àquele sentimento de confiança da Etapa 1. Às vezes, sair e entrar repetidamente do seu círculo de excelência ajuda a construir a sensação e a ter certeza de que a imagem do seu círculo se tornou o disparador para a sua sensação positiva.

3. Selecionar Pistas. Agora pense em uma época específica no seu futuro em que você vai precisar ter essa mesma sensação de confiança. Veja e ouça o que estará ali momentos antes de precisar se sentir confiante. A pista pode ser a porta da sala do seu chefe, o telefone do seu escritório ou seu nome sendo apresentado antes de uma conferência. Você precisa ter certeza de que as pistas que escolheu sejam as que notará imediatamente antes de querer que a sua sensação de autoconfiança esteja disponível. Se as pistas se atrasarem, você já estará começando a se sentir mal antes que a sua sensação de autoconfiança tenha tempo de ser acionada. Isto é fácil de remediar. Simplesmente descubra pistas anteriores e use-as.

4. Fazer a Ligação. Assim que estas pistas estiverem claras na sua mente, entre de novo no círculo e torne a sentir aquela sensação. Imagine a mesma situação se desenrolando à sua volta no futuro, com os sentimentos de autoconfiança totalmente à sua disposição. Você tem que entrar no seu círculo assim que perceber as pistas, para que a sensação positiva seja acionada antes de você realmente necessitar dela. Assim você estará conectando seu Círculo de Excelência às mesmas pistas que usou para indicar uma situação problemática.

5. Verificar os Resultados. Agora saia novamente do círculo, deixando lá dentro as sensações de autoconfiança. Do lado de fora, aguarde um pouco e pense de novo no que está para acontecer. Verá que automaticamente se lembra daquelas sensações. Isto significa que você já se programou anteriormente para este acontecimento futuro. Está se sentindo melhor em relação a ele, e ele ainda nem aconteceu. Quando chegar a hora, você vai se ver reagindo com muito mais autoconfiança. Você confere para ver se fez uma boa conexão. Se tiver feito, as pistas resultarão automaticamente nas sensações positivas do seu Círculo de Excelência. Se não, volte e descubra o ponto fraco da ligação para poder reforçá-la.

Você pode optar por usá-lo da maneira que quiser e quando quiser. Em qualquer situação, você pode escolher como quer se sentir e como quer reagir.  Com a PNL, você pode melhorar e enriquecer seus mapas mentais e descobrir a diferença entre fracasso e sucesso, entre bom e ótimo, entre realização e satisfação.

Vamos praticar?