13 de agosto de 2013

Estudo sobre clima

Estudo Sobre Clima Organizacional



Definições

“Pode-se definir Clima Organizacional como as impressões gerais ou percepções dos empregados em relação ao seu ambiente de trabalho; embora nem todos os indivíduos tenham a mesma opinião (pois não tem a mesma percepção), o clima organizacional reflete o comportamento organizacional, isto é, atributos específicos de uma organização, seus valores ou atitudes que afetam a maneira pela qual as pessoas ou grupos se relacionam no ambiente de trabalho.”

D. J. Champion. Sociologia das Organizações.

“ Clima organizacional é o reflexo do estado de espírito ou do ânimo das pessoas que predomina numa organização, em um determinado período, é resultante da cultura das organizações; de seus aspectos positivos e negativos ( conflitos ).”

Ricardo Luz. Clima organizacional.

No Brasil estudos nos ambientes internos das empresas começaram na década de 70. Independente do motivo inicial hoje é sabido que avaliar as relações dos funcionários é fundamental para manter a saúde da empresa pois o comportamento e as ações dos empregados (colaboradores como são chamados hoje) é espelho do clima organizacional.

A verdade é que o tédio no trabalho tem aumentado tanto e gerado tantos prejuízos que dezenas de psicólogos em empresas, fundações e consultores especializados estão investindo enormes recursos em pesquisas e análises.

Com o surgimento da administração moderna, os teóricos clássicos balizaram seus estudos, seguindo o princípio de que o trabalhador tem o aspecto econômico como motivo principal para o trabalho, ou seja, ele busca, nas suas relações com as organizações, suas satisfações relacionadas às compensações econômicas. Esta visão, focada no aspecto econômico do ser humano enquanto trabalhador, gerou críticas sérias a este tipo de abordagem. 

Os teóricos da escola humanista passaram a pensar por um outro lado, acompanhando a linha de uma administração preocupada com a produtividade e o desempenho, eles defenderam a ideia de que alguns outros elementos eram mais importantes que os econômicos, notadamente, o enfoque de um homem influenciado pelo meio social em que vive foi a proposição principal, juntamente com os consequentes reflexos em sua produtividade.

Recentemente, surgiu, no Brasil, uma grande preocupação com a gestão da qualidade total. Os princípios de inspeção no controle e qualidade passaram, a partir da década de 80, para a gestão como um todo, em que a aplicação dos conceitos de qualidade devem permear toda a organização e não apenas a produção propriamente dita, como eram as preocupações iniciais sobre qualidade. Quando se fala de gestão de qualidade total estão-se observando aspectos como a preocupação com as pessoas, liderança, integração organizacional, educação, treinamento, crescimento profissional, responsabilidade, ambiente social, trabalho em equipe, planejamento, foco no cliente e no mercado e, principalmente, com os resultados, além das tradicionais preocupações com os processos.

Numa organização, onde predominam o conflito, a desagregação, a luta pelo poder, a ambição desmedida e a inveja, institucionaliza-se a competição predatória, estimulada comumente por distorcidas campanhas motivacionais na linha individualista. Aí não há cultura e clima para a felicidade. Os empreendimentos tornam-se circunstanciais, embora possam até durar décadas, mas não vingarão, não terão alma, ímpeto necessário á perpetuidade. São negócios, não empresas.

Na sociedade estressada em que vivemos, é comum caracterizar-se a empresa como uma selva e o mercado como um campo de batalha, onde as feras precisam ser alimentadas sob o estímulo da competição predatória. Daí surge a ética do vale-tudo compondo o clima organizacional em que o discurso humanista é invalidado pela falta de humanidade no trato do relacionamento interpessoal e entre equipes.

Empresa feliz significa realização pessoal, profissional, cooperação em equipe, identificação com a causa comum, lucratividade sustentada, um bom clima dentro da empresa. Mas o que seria uma empresa com um clima organizacional ruim, ou seja, uma empresa infeliz? Seria uma empresa...

• voltada para dentro/centrada em processos e em problemas;
• ênfase na competição predatória/individualismo;
• estilo de gestão autocrática/centralização;
• ações corretivas e punitivas;
• rigidez estrutural;
• clima de rotina.

Como pode-se identificar se a empresa passa por problemas no ambiente de trabalho?

• funcionários dependentes do álcool e/ou outros entorpecentes.
• Turnover de pessoal (alta rotatividade);
• freqüentes casos de psiquiatria;
• e principalmente, baixa produtividade.

Qualquer organização quer e precisa que seu trabalho renda, dê lucros, apresente bons resultados. Se ela não está tendo uma boa produtividade, é porque alguma coisa errada está acontecendo dentro dela. Um outro sintoma de um clima organizacional ruim é a situação competitiva:

• nela percebe-se que o atingimento de seus objetivos é incompatível com a obtenção dos objetivos dos demais;
• as pessoas são menos sensíveis às solicitações das outras;
• os membros ajudam-se mutuamente com menor freqüência;
• há menor homogeneidade na quantidade de contribuições;
• a produtividade em temos qualitativos é menor.

O maior problema que enfrentamos atualmente é a rapidez das mudanças que produz a médio e longo prazo a superação dos indivíduos, e a curto e eterno efeito, se não o medo de estar sendo superado, pelo menos a insegurança de estar a par do desenvolvimento dos conhecimentos técnicos e descobertas de sua área de atividade.

Nosso sucesso de amanhã dependerá da nossa capacidade de nos adaptar hoje. Temos que saber administrar essas mudanças e nos antecipar a elas, imprimir-lhe uma orientação adequada e um sentido certo, planejá-las com critério e implementá-las com responsabilidade e senso de oportunidade.

Motivar aliás, ao contrário de como muitos gerentes o entendem consiste em utilizar e desafiar a competência das pessoas, levando-as a constante desenvolvimento. Hoje, os empregados esperam um maior grau de envolvimento, maior participação e autonomia, mais delegação de autoridade, mais responsabilidade, menos supervisão e controle, e mais liberdade para julgar decidir e criar. Enriquecendo os cargos e oferecendo ao empregador desafios, melhoram as atitudes e o moral, aumenta a produtividade e reduz-se o número de erros, a absenteísmo e o turnover.

O primeiro grande problema de muitos gerentes é o seu despreparo. O segundo grande problema de muitos gerentes é sua deformada visão do que dele se espera. É certamente mais fácil manusear números e fórmulas, e se tivermos alguma dificuldade em manusear o número, vêm imediatamente ao nosso encontro recursos praticamente inesgotáveis de computação. Gente não se submete a “programações”, e no entanto, é preciso repetir mais uma vez que é gente que se constituem no maior ativo de qualquer empresa. O terceiro problema seria a falta de aproveito da capacidade humana, de nosso pessoal, traduzido em padrões pobres. Ou seja, o empregado tem muita potencialidade mas não explorada pela empresa, fazendo com que esse potencial seja canalizado em outros locais, outras tarefas extra-empresa e construindo verdadeiros “castelos” em sua imaginação. O quarto problema de muitos gerentes é uma questão de atitude básica. A maioria dos gerentes fala demais em relações humanas e as pratica de menos. Dois aspectos podem influenciar nesse problema:

1º FALTA DE COMUNICAÇÃO
O que os empregados não sabem, podem causar-lhes preocupações, reduzir a produção e prejudicar a empresa. Hoje, dentro e fora do trabalho, seu pessoal quer saber o que se passa e porque se passa. Dizer-lhes o que eles querem saber sobre seu trabalho, seu salário, suas perspectivas, sua companhia, e seus produtos, suas vendas e lucros, sua posição competitiva, etc., é dever da gerência.

2º FALTA DE RESPEITO HUMANO
O desejo de ser respeitado é uma das aspirações básicas do homem, ele necessita mais de respeito do que pão. É fácil verificar que todo o homem traz dentro de si, latente, o sentimento de sua importância, de seu valor, de sua dignidade. É verdade que o homem preza, mais do que deveria, coisas secundárias: inteligência, saber, talento, poder, riqueza, sucesso, beleza física, posição, “status”.

O respeito é realmente a essência das relações humanas, o segredo da satisfação no trabalho. Nada comove tanto ao homem como saber-se considerado em seu valor ontológico, na sua realidade de pessoa humana, e é o desrespeito desse valor: a dignidade humana, tantas vezes esquecida nas empresas, que causa a grande maioria dos problemas humanos, sociais, trabalhistas e organizacionais.

O supervisor tem que ver o seu subordinado como ser humano, que deve ser tratado com dignidade humana. Isto não quer dizer que os empregados devam ser bajulados ou que o supervisor deva reduzir o padrão que ele requer do seu pessoal. O fato é que a supervisão adequada é não somente um fator de redução do turnover, mas também um fator de aumento da produtividade.

No entanto, infelizmente, é demasiado freqüente vermos pessoa vindo do nível de execução na fábrica para posições de supervisão, sem que a empresa tenha tido a menor preocupação de armá-lo com os conhecimentos e técnicas que podem aumentar suas possibilidades de melhora no cargo, bem como em grande medida, determinar o rendimento, produtividade e eficácia do grupo de pessoas que lhe foi entregue para supervisionar.

COMO SE MANIFESTA O CLIMA ORGANIZACIONAL

O clima não se manifesta apenas na realização ou na comissão de um trabalho. Ele é sentido no ar. Tanto quanto os atos, as expressões dos funcionários revelam, às vezes de forma inequívoca, o clima da empresa especialmente quando ele está muito bom ou quando está muito ruim.

São vários os indicadores do clima: o envolvimento das pessoas com os seus trabalhos; o seu tempo médio de permanência nas organizações; o absenteísmo; a qualidade e a eficiência dos trabalhos realizados; os rumores; a participação nos eventos promovidos pela empresa; as greves; a apatia; a integração; o turover; os conflitos; o entusiasmo; a cooperação entre indivíduos ou grupos, entre outros. O turn-over é um importante indicador do clima organizacional.

VARIÁVEIS QUE AFETAM O CLIMA ORGANIZACIONAL

O clima organizacional é afetado por:
• Conflitos intra-organizacionais;
• Fatores positivos e negativos da organização;
• Fatores externos ã organização.

Os conflitos intra-organizacionais são aqueles entre:
• Pessoas;
• Grupos;
• Pessoas e organização.

Os conflitos decorrem do choque de interesses. Eles são indicadores do comportamento das pessoas e, em última análise, do comportamento da própria organização. Conflitos evidenciam as disputas, tensões, discórdias, animosidades, ruídos nos sistemas de comunicação, etc.

Na empresa existem vários fatores que afetam o clima organizacional. O salário e as estratégias motivacionais, por exemplo, podem agradar ou não aos empregados. O tipo de tecnologia empregada pela organização pode levá-la a um ambiente de trabalho frio e desumano. A rigidez na disciplina também causará muito descontentamento. Há indústrias onde, especialmente na produção as pessoas sequer podem falar ou olhar para os lados enquanto trabalham. Outras, não permitem o ingresso do funcionário que chega atrasado. São regras de conduta que têm um impacto no clima organizacional. Como é o clima do seu ambiente de trabalho? Se você é um líder, como está preparado para a sua equipe?



9 de agosto de 2013

Insight - Respiração

Insight - Respiração


Como respirar bem é fundamental, e na correria do dia a dia, nos esquecemos da atividade de respirar com qualidade, compartilho uma leitura que sempre que posso visito.

Bom exercício para todos!


29 de julho de 2013

A Psicologia Positiva busca uma visão equilibrada e mais completa do funcionamento humano

A Psicologia Positiva Busca uma visão equilibrada e mais completa  do funcionamento humano


Compartilho mais uma matéria que li e gostei muito sobre Psicologia Positiva.

Ver o que há de bom nas próprias reações e o que há de ruim nas dos outros é um defeito humano comum. validar somente os lados positivos  ou negativos da experiência não é uma atitude produtiva e não podemos cometer esse erro ao promover a Psicologia Positiva.

Não resta dúvida de que o negativo é parte da humanidade, mas apenas uma parte. A Psicologia Positiva oferece um olhar sobre o outro lado, ou seja, o que é bom e forte na humanidade e em nossos ambientes, junto com formas de cultivar e sustentar essas qualidades e recursos.

Futuros psicólogos devem desenvolver uma abordagem includente que examine os defeitos e as qualidades das pessoas, bem como os fatores de estresse  e os recursos que são presentes no ambiente. Faltam desenvolver e explorar completamente a ciência e a prática da psicologia positiva. Somente quando esse trabalho for desenvolvido, serão capazes de entender os seres humanos de forma equilibrada.

Em um momento futuro, no campo da psicologia, em que o positivo terá tantas probabilidades quanto o negativo de ser usado para avaliar as pessoas e as ajudar a ter experiências mais satisfatórias. Essa nova geração será a que implementará uma psicologia que equilibre verdadeiramente os preceitos de uma abordagem positiva com os da orientação anterior, voltada às patologias.

Visões da Realidade que incluem o positivo e o negativo


A realidade reside nas percepções das pessoas sobre os eventos e os acontecimentos no mundo (Gergen, 1985), e as perspectivas científicas, portanto, depende de quem as defina. Sobre esse processo de negociação da realidade (isto é, o avanço em direção a visões de mundo sobre as quais haja acordo), Maddux, Snyder e Lopez (2004, p. 326) escreveram o que segue:

Os significados desses e de outros conceitos não são revelados pelos métodos da ciência, e sim negociados entre as pessoas e instituições da sociedade que têm interesse em suas definições. Aquilo que as pessoas chamam de "fatos" não são verdades, e sim reflexos de negociações da realidade por parte dessas pessoas que têm interesse em usar os "fatos".


Tanto a perspectiva das patologias quanto a psicologia positiva oferecem diretrizes sobre como as pessoas deveriam viver suas vidas e o que faz com que valha a pena vivê-las. Os profissionais dos dois campos querem entender e ajudar as pessoas. Para chegar a esses objetivos, a melhor solução científica e prática é adotar ambas as perspectivas e evitar ser arrastado para os debates que visam provar o modelo da psicologia positiva ou o das patologias.


Onde nos encontramos e quais serão as nossas interrogações


A psicologia positiva encontra-se atualmente em expansão. O Psicólogo da universidade da Pensilvânia, Martin Seligman, deve ser destacado por ter dado início à recente explosão de interesse na psicologia positiva, bem como por ter lhe dado o nome de psicologia positiva.

Foi durante a sua gestão que ele usou sua posição privilegiada para chamar atenção ao tópico da psicologia positiva. Durante todo o tempo, Seligman lembrou aos psicólogos que a espinha dorsal da iniciativa deveria ser a boa ciência.

Às vezes, cometeremos erros em nossa busca pelas qualidades humanas. Contudo, fazendo um balanço, acreditamos firmemente que essa busca resultará em algumas ideias maravilhosas sobre a humanidade. A psicologia positiva deve passar pelas análises de mentes céticas, mas abertas.


Texto extraído da C.R. Snyder & Shane J. Lopez

22 de julho de 2013

Flow - Em busca de absorção

Flow - Em Busca da Absorção


Compartilho uma matéria interessante de Psicologia positiva, o estado de Flow, na realidade é a busca da motivação sem recompensas internas. Leitura muito válida!

Fica a pergunta: O que hoje o deixa em estado de Flow?




15 de julho de 2013

CULTURA DE COACHING, FEEDBACK E FEEDFORWARD

CULTURA DE COACHING, FEEDBACK E FEEDFORWARD – QUAL A MELHOR OPÇÃO PARA SUA ORGANIZAÇÃO?


Feedback é um tema que nunca sai de moda nas empresas. Porém, muitos pensadores e praticantes de desenvolvimento humano tem divulgado um novo conceito que é o feedforward. Eu particularmente gosto muito deste conceito, justamente por sua orientação para o futuro. Fica mais fácil de praticar quando a cultura de coaching também vem sendo propagada na empresa. Tanto o Feedforward quanto o coaching são orientados para o futuro. São técnicas complementares. Acho incongruente trabalhar coaching combinado com feedback à moda antiga. Não faz muito sentido mais continuar nesta direção.

O feedforward trás a luz respostas para questões do tipo: – O que posso fazer para ter melhor performance de hoje em diante. O que posso fazer para ter melhores comportamentos de hoje para frente? O que posso fazer hoje que iniciará um processo de mudança com ótimos resultados no futuro. Que pequenas ações posso realizar hoje, e amanhã e depois de amanhã… O que essas ações somatizadas vão me propiciar no futuro? Quais os benefícios que terei com as mudanças realizadas? Como me sentirei após alcançar as metas de melhoria? Estarei livre para ser “o que” depois desta mudança?


... A evolução dos processos de desenvolvimento humano caminham para o Coaching com Feedforward...

Eu vejo que as pessoas que conseguem responder estas respostas também conseguem se automotivarem para o processo de mudança. Adquirem uma visão de futuro inspiradora, além de uma alegria interior a cada pequena conquista realizada, se tornando uma pessoa mais autoconfiante e engajada com a causa.

… e pensando nisto…

E pensando nisto é que nós da Evolução Humana Consultoria estamos cada vez mais aplicando em nossos serviços as técnicas de Feedforward. Trabalhamos continuamente para a melhoria de todos que nos acompanham – de hoje para frente, dia após dia.


PRATIQUE FEEDFORWARD
por Marshall Goldsmith

Dar e receber feedback há muito é considerada habilidade essencial a um líder. As pessoas precisam saber como estão se saindo, se seu desempenho está atendendo às expectativas e como podem melhorar.

Tradicionalmente, os líderes passam essas informações em forma de feedback e recebem de volta em forma de sugestões, idéias inovadoras para produtos e serviços e opiniões a respeito de seu estilo de liderança.

Essas informações compõem o feedback em 360 graus, mas seu foco é em eventos do passado, e não nas infinitas possibilidades do futuro. O feedback é limitado e estático, e não expansivo e dinâmico.

Observei mais de 5.000 líderes em duas atividades. Em uma delas, eles eram solicitados a oferecer feedforward – dar a alguém sugestões para o futuro que tivessem o máximo de utilidade. Na outra, eles deveriam receber feedforward – receber sugestões para o futuro e aprender ao máximo com elas. Feedback relativo ao passado era proibido.

Neste exercício de feedforward, as pessoas deveriam:Escolher uma mudança de comportamento que fizesse uma diferença positiva na vida.

Descrever este comportamento para os colegas.

Pedir duas sugestões para esta mudança de comportamento.

Ouvir as sugestões e tomar notas sem fazer comentários.

Agradecer pelas sugestões.

Perguntar aos outros o que eles gostariam de mudar.

Oferecer feedforward – duas sugestões destinadas a ajudar na mudança.

Responder “Foi um prazer” a cada um que agradecesse.

Dar e receber feedforward é uma atividade que não leva mais de dois minutos e, no entanto, ao descrevê-la, as pessoas empregam palavras como “ótimo, estimulante, útil, divertido”. É difícil imaginar alguém dizendo que feedback é divertido!

Dez Razões para Experimentar o Feedforward

As pessoas gostam de receber feedforward por várias e boas razões:

1. Podemos mudar o futuro, não o passado. O feedforward ajuda a visualizar e enfocar um futuro positivo, em vez de um passado negativo. Quando oferecemos a alguém boas idéias, aumentamos suas chances de sucesso. É mais produtivo ajudar um indivíduo a estar certo do que provar que ele estava errado. Feedback negativo geralmente se resume em provar que o outro está errado, o que só serve para deixar quem escuta na defensiva e fazer quem fala se sentir desconfortável. Mesmo o feedback construtivo costuma ser visto como negativo. O feedforward é positivo, porque se concentra nas soluções.

2. Gente bem-sucedida gosta de receber sugestões que contribuam para alcançar suas metas. Essas pessoas tendem a resistir a opiniões negativas, aceitando bem apenas o feedback que esteja de acordo com a maneira como se vêem. Elas são sensíveis ao feedforward – e gostam.

3. O feedforward pode vir de qualquer um que conheça o assunto, ainda que não conheça a pessoa que escuta. Praticamente qualquer um é capaz de lhe oferecer idéias para melhorar, ainda que vocês não se conheçam. O feedback exige que as pessoas se conheçam. O feedforward só requer boas idéias.

4. Às vezes, as pessoas levam o feedback para o lado pessoal. Com o feedforward, isso não acontece. A ideia do feedback construtivo é enfocar o desempenho, e não a pessoa. Ainda assim, muitas vezes o feedback é levado para o lado pessoal.
5. O feedforward parte do princípio de que as pessoas são capazes de fazer mudanças positivas para o futuro. O feedback tende a reforçar os estereótipos, as previsões de autosatisfação e o sentimento de fracasso. Quantos de nós já fomos “ajudados” pela mulher (ou marido), por um amigo ou colega de trabalho, que desfiou o rosário dos nossos pecados e defeitos? Feedback negativo reforça a mensagem “Você é assim”.

6. A maioria das pessoas odeia dar e receber feedback negativo. A maioria das pessoas não é muito boa em dar ou receber feedback negativo. Nós nem valorizamos as habilidades mais positivas de “oferecer feedback oportuno” nem “estimulamos e aceitamos a crítica construtiva”.

7. O feedforward trabalha mais ou menos com o mesmo material do feedback, mas de maneira mais positiva. Vamos imaginar que você tenha feito uma apresentação fraquíssima. Usando uma abordagem de feedforward, o seu gerente ajuda a preparar apresentações futuras, fazendo sugestões específicas de modo positivo, em vez de fazer você “reviver” a experiência humilhante.

8. O feedforward tende a ser mais eficiente e eficaz que o feedback. Ao oferecer sugestões, você pode dizer: “Aqui estão quatro idéias para o futuro, sugeridas com espírito positivo. Se você só usar duas, ótimo. Apenas ignore as que não fizerem sentido.” Com esta abordagem, não há desperdício de tempo comentando as idéias ou tentando provar que estão erradas.

9. O feedforward pode ser empregado com gerentes, colegas de trabalho e membros da equipe. Certa ou erradamente, o feedback está associado a julgamento, o que pode levar a resultados muito negativos.

10. O feedforward não implica julgamento superior. Como seu principal foco é ser útil, é mais fácil de ouvir.

Convide o seu pessoal a perguntar “Como posso ajudar nossa equipe no futuro?” e ouça o feedforward dos membros da equipe. Portanto, além do feedback, passe a trabalhar com o feedforward, e torne a sua vida e o seu ambiente de trabalho mais agradáveis.

Com o feedforward, você não apenas transmite a mensagem certa, como garante que aquele que ouve seja mais receptivo ao conteúdo, mais aberto à mudança e mais voltado para as promessas do futuro do que para as falhas do passado.


Autor: O americano Marshall Goldsmith já orientou mais de 50.000 executivos e é autor do livro “What Got You Here Won´t Get You There”.