25 de fevereiro de 2013

A evolução da PNL


A evolução da PNL


1° Geração

A 1ª Geração da PNL é o modelo original da PNL que foi desenvolvida nos anos 70 por Richard Bandler e Jonh Grinder, a partir do estudo e modelagem de terapeutas tão brilhantes e eficazes como Milton Erickon (hipnose), Gregory Bateson (Escola de Palo Alto), Virginia Satir (Terapia Sistémica) e Fritz Perls (Gestalt). Centrava-se fundamentalmente no indivíduo e tinha como pressuposto uma relação terapêutica um a um. A maioria das técnicas desta 1ª geração tiveram foco na solução de problemas nos níveis de comportamentos e capacidades.


2ª Geração

A 2ª geração da PNL começou a surgir em meados dos anos 1980. Neste momento, a PNL foi se expandindo para estudar outras questões para além do contexto terapêutico. Ainda centrada em indivíduos mas enfatizando muito mais as relações com os outros e com nós mesmos. A Modelagem e suas ferramentas começam a ser utilizadas em áreas de negociações, liderança, motivação, vendas, saúde e educação.

As técnicas da PNL também se ampliaram e agora incluíam temas dos níveis mais elevados como crenças, valores e meta-programas. Suas ferramentas integram o uso de novas distinções tais como : a linha do tempo, submodalidades e posições perceptivas

3ª Geração

A 3ª Geração da PNL está sendo desenvolvida desde os meados dos anos 90 e o seu principal criador e desenvolvedor é Robert Dilts (na foto abaixo). Suas aplicações são mais sistêmicas e centram-se em níveis mais altos de aprendizagem, interação e desenvolvimento. Suas técnicas abordam os níveis mais profundos: a identidade, a missão e a visão. Salienta a mudança do campo unificado do sistema e pode ser aplicada no desenvolvimento de organizações, culturas, equipes e indivíduos.

Todas as três gerações da PNLestudam a estrutura e o funcionamento da mente (esta é a essência da Programação Neurolinguística). As duas primeiras gerações estudavam quase que exclusivamente a Mente Cognitiva. A 3ª geração ampliou o campo de estudo para incluir também a Mente Somática e o Campo Energético presente no sistema onde atuamos.

1 - Mente Cognitiva - que emerge do cérebro
2 - Mente Somática - centra-se no corpo
3 - Campo Energético - vem através da nossa conexão e do relacionamento com outros sistemas à nossa volta.

As técnicas da 3ª geração são baseadas no Campo Energético (Field), incorporando os princípios de auto-organização, os arquétipos e uma perspectiva de todo o sistema - que é conhecida como "a quarta posição".

Robert Dilts tem sido um dos principais criadores da 3ª geração da PNL afirmando que a sabedoria necessária para mudança já está no sistema e pode ser descoberta e libertada pela criação de um contexto adequado.

Na realidade cada nova geração da PNL transcende e inclui a anterior.


Texto extraído do blog: sergioenriquefaria.blogspot.com.br/p/pnl-programacao-neurolinguistica.html

18 de fevereiro de 2013

Desenvolvendo a Técnica de Acompanhamento de Vozes – Vamos exercitar?

Desenvolvendo a Técnica de Acompanhamento de Vozes – Vamos exercitar?


Uma das formas mais fáceis de se lembrar de construir o Rapport é observar algum aspecto do ritmo da outra pessoa. Note se a linguagem dela é em geral bem rápida e contínua ou se é lenta e contínua. Algumas pessoas fazem pausas mais freqüentes e recomeçam a falar. Outras falam sem parar, nem parando para respirar. Ao observar um padrão, você pode ajustar a sua própria maneira de falar para se aproximar do padrão do outro. Se alguém diz, "Esta técnica não funciona", nove vezes em dez é Por que na verdade não mudou o seu próprio padrão para acompanhar o da outra pessoa pensa, apenas, que mudou. É importante se dar um tempo para observar as sutilezas da fala e aprender a acompanhá-las.

Embora queiramos que você seja sensível aos sinais não-verbais que indicam a perda de Rapport, você também pode pedir a outras pessoas que relatem como se sentiram durante as diferentes etapas deste exercício. Em geral, elas serão capazes de lhe dizer quando a conversa fluiu facilmente e quando não fluiu sem saber exatamente por quê. Vamos ao exercício:

1. Escolha uma Situação sem Importância. 
Escolha um contexto em que nada esteja em jogo, como um encontro casual com um estranho em um lugar público. Como alternativa, você pode pedir a um amigo que faça este exercício com você sentando-se de costas um para o outro. 
O efeito deste exercício será mais óbvio se a outra pessoa não souber inicialmente o que você vai fazer.

2. Tente Acompanhar. 
Ao falar com a outra pessoa, observe o ritmo e o tom da voz dela. 
Ajuste sutilmente a sua voz até que tons e ritmos se assemelhem o máximo possível. 
Observe a qualidade da comunicação: as informações fluem facilmente ou não? 
Existe uma sensação de Rapport ou não?

3. Tente Fazer o Inverso. 
Depois de alguns minutos de diálogo fácil e fluente, altere a sua voz para ficar bem diferente da voz da outra pessoa em termos de tom e ritmo. 
Observe o impacto desta mudança sobre a qualidade da comunicação.

4. Agora Volte a Acompanhar. 
Como em uma conversa normal, de frente um para o outro, volte a acompanhar a qualidade de voz da 
outra pessoa e observe se é capaz de recuperar o Rapport que permite um fluxo regular de comunicação.
Você também pode acompanhar o ritmo dos movimentos de uma outra pessoa. 
Como a fala, os movimentos físicos também obedecem a um padrão. 
Algumas pessoas se movem muito, outras pouco. Algumas se movimentam com gestos amplos e suaves 
e outras com gestos pequenos e abruptos. 
Ajustando sutilmente o ritmo dos seus movimentos para se aproximar da pessoa com quem está interagindo, você estará melhorando ainda mais as bases para um relacionamento. 
Praticando estas habilidades, você vai desenvolver sua habilidade para construir imediatamente o Rapport,e recuperá-lo com facilidade assim que perdê-lo. 



Retirado do livro PNL – A nova Tecnologia do Sucesso. Organizado por Steve Andreas e Charles Faulkner



11 de fevereiro de 2013

Ancoragem


Ancoragem

Passamos por situações de medo, tensão, estresse, alegria, exaltação, entre tantos. Construímos em nosso cérebro uma infinidade de recursos que deixamos lá parados e não utilizamos pois não sabemos como acessar. E todos os dias, experimentamos situações cotidianas ou não em que temos dificuldades e necessitamos de um desses recursos.
Uma âncora é o processo de associar reações internas com algum gatilho externo ou interno, são maneiras de provocar respostas automáticas e estados emocionais ou de recursos vinculando-os a estímulos visuais, cinestésicos, auditivos, gustativos e olfativos. Você já ouviu alguma vez uma música e lembrou-se de uma pessoa, querida ou não? Caso tenha acontecido, a música funcionou como uma âncora para criar conexão a lembrança referente à essa tal pessoa. Vamos agora descrever como é feita a ancoragem de recursos.
1) Escolha uma passagem (dificuldade) na qual você deseja ampliar o seu repertório de comportamentos. Qual a situação em que você quer dispor de novos comportamentos? Em qual situação você necessita de mais recursos?

2) Selecione o recurso (coragem, força, etc...) de que você quer dispor e experimente-o (respire fundo, veja a sua fisiologia no momento em que você estava experimentando esse estado interno, ouça e sinta tudo). Quando estiver plenamente em contato com sua dimensão cinestésica (quando conseguir a conexão com esse estado), toque em seu corpo ou faça um movimento, o que achar melhor e mais confortável. Quanto maior o contato com a experiência, firme ainda mais o movimento. É esse movimento que vai tornar-se a sua âncora. Repita três vezes a experiência para assegurar-se da conexão.

3) Verificação
Verifique se, ao refazer o movimento escolhido, isso o ajuda a experimentar novamente o estado-recurso.

4) Ponte ao futuro

Projete-se mentalmente nos dias e semanas que ainda virão, ou até a data do evento específico, na ou nas situações em que você queira dispor dessa nova atitude.

Prepare-se e seja feliz!

8 de fevereiro de 2013


Aprendendo a Alinhar-se Fisicamente

Uma das coisas que fazemos quando estamos em Rapport com alguém é nos alinharmos com esta outra pessoa. Uma experiência simples vai lhe demonstrar isto. Quando se reunir com um grupo de pessoas, observe o que acontece nos primeiros minutos quando elas começam ou recuperam relacionamentos umas com as outras. Você vai notar que as pessoas, quando começam a entrar em Rapport, naturalmente alinham suas posturas e movimentos. 

O alinhamento pode ocorrer em vários níveis, como acontece quando duas pessoas que compartilham interesses em comum se aproximam cada vez mais. Se você estiver conversando com alguém no avião, por exemplo, e descobrir que esta pessoa mora na mesma cidade que você, pode ser que os dois tenham muitas coisas em comum para continuarem conversando pelo menos parte da viagem.

Uma forma mais eficaz de alinhamento com as outras pessoas é usando o espaço físico. Quando você está conversando com alguém na sua sala de estar e quer lhe mostrar um álbum de fotografia ou livro, em geral você senta-se mais perto. Esta posição leva naturalmente a uma sensação de estar junto e compartilhando as coisas. 

Você vai notar como as expressões verbais refletem o impacto destas diferentes escolhas. Você prefere "disputar" com alguém? Ou você prefere "dividir o espaço"? Alinhando o seu corpo de maneira a estar literalmente voltado para uma direção semelhante, haverá mais probabilidade de ver as coisas da mesma forma, de ficar sintonizado e se sentir em sincronia uns com os outros.

Sempre que se sentar ou ficar em pé alinhado, é como se vocês dividissem o mesmo espaço e estivessem voltados para a mesma direção. Você e a pessoa com quem está falando naturalmente irão fazer gestos com as mãos em direção a este espaço comum. Se vocês estão de acordo e compartilhando de interesses em comum, é fácil sentir-se alinhado. Quando há conflito ou vocês estão no processo de construção de interesses em comum, o alinhamento físico pode ajudar a acelerar a cooperação.

Alinhar-se com alguém é uma ótima metáfora para ajudá-lo a lembrar literalmente o que fazer quando quiser construir a base comum sobre a qual desenvolvem-se os relacionamentos. Você pode se alinhar com interesses em comum, orientação corporal ou estado emocional.


Retirado do livro PNL – A nova Tecnologia do Sucesso. Organizado por Steve Andreas e Charles Faulkner

4 de fevereiro de 2013

Sistemas Representacionais


Sistemas Representacionais


Na PNL palavras sensoriais são conhecidas como predicados. A maneira que falamos mostra a nossa maneira de pensar. Usar palavras do sistema representacional que o ouvinte mais utiliza é uma maneira eficiente de construir Rapport, apresentando a informação do jeito que ele normalmente usa para se expressar, sem fazer esforço para uma tradução interna mais próxima da sua própria maneira de pensar. Todos estruturam a sua experiência do mundo através dos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e o paladar (Para a nossa finalidade, paladar e olfato serão classificados sob sensação, ou como categoria sinestésica), mas tendemos a usar alguns mais do que outros.

Quando pensamos, “re-presentamos” a informação para nós mesmos, internamente. A PNL denomina nossos sentidos de Sistemas Representacionais, eles criam o nosso “olho da mente”. Então para o ouvinte que utiliza o canal visual, mostre a ele o que você tem para fazê-lo imaginar melhor e veja que panorama ele faz da situação. Para o sinestésico, capte o sentido da presença dele e faça-o sentir que você está conectado a ele, firme e forte e para o auditivo, fale palavras que soem como música aos ouvidos dele e também ouça-o atentamente.

* O sistema visual é usado para nossas imagens internas, visualização, “sonhar acordado” e imaginação.

* O sistema auditivo é usado para ouvir música internamente, falar consigo mesmo e ouvir novamente as vozes de outras pessoas.

* O sistema sinestésico é feito de sensação de equilíbrio, de toque e de nossas emoções.

A maneira de saber qual Sistema Representacional que uma pessoa usa conscientemente é escutar sua linguagem, as frases que gera e perceber os predicados que adota, pois tendemos a ter preferências em nossos sistemas. Com uma preferência visual você pode ter interesse em desenhar, decorar interiores, moda, artes visuais, TV e filmes. Com uma preferência auditiva, você pode ter interesse em línguas, escrever, música, treinamentos e discursos. Com a preferência sinestésica, você pode ter interesse em esportes, ginástica e atletismo.

Importante lembrar de falar no mesmo ritmo que o outro fala: se ele fala devagar, fale devagar; se ele fala depressa, fale depressa. Será sempre assim? Não. Precisa ser assim no começo, para que você possa estabelecer o Rapport. Primeiro acompanhar, depois conduzir. O sistema representacional que usamos é visível através da nossa linguagem corporal. Ele se manifesta na nossa postura, em nosso padrão respiratório, no nosso tom de voz e nos movimentos oculares.

A seguir, uma lista de alguns exemplos de predicados e o Sistema Representacional ao qual pertencem retiradas da apostila do curso de Pratictioner do INAP – Instituto de Neurolinguística Aplicada.

Visual – ver
Olhar, imagem, foco, imaginação, cena, branco, visualizar, perspectiva, brilho, refletir, clarificar, prever, ilusão, ilustrar, notar, panorama, revelar, ver, mostrar, visão, observar, nebuloso, escuro.

Frases visuais
- Eu vejo o que você quer dizer - Eu estou olhando atentamente para a idéia - Temos o mesmo ponto de vista - Eu tenho uma noção vaga - Mostre-me o seu ponto de vista - Você vai olhar para trás e rir  - Isso vai lançar uma luz sobre o assunto - Isso dá cor a sua visão da vida - Me parece - Sem  sombra de dúvida - O futuro parece brilhante - A solução explodiu ante seus olhos - Com os olhos da mente - Isto é um colírio para os meus olhos

Auditivo – ouvir
Dizer, sotaque, ritmo, ruidoso, tom, ressoar, som, monótono, surdo, tocar, reclamar, pronúncia, audível, claro, discutir, proclamar, comentar, ouvir, tom, gritar, sem fala, oral, contar, silêncio, dissonante, harmonioso, agudo, quieto, mudo.

Frases auditivas
- Vivendo em harmonia - Isso é grego para mim - Conversa fiada - Ouvidos de mercador - Ouvir passarinho cantar - Entrar no tom - Música para meus ouvidos - Palavra por palavra - Nunca ouviu falar sobre... - Claramente expressado - Dar uma audição - Segure sua língua - Maneira de falar - Alto e claro

Sinestésico – toque, ação e movimento
Tocar, manusear, contato, empurrar, esfregar, sólido, morno, frio, áspero, agarrar, pressão, sensível, estresse, tangível, tensão, toque, concreto, suave, segurar, pegar, arranhar, firme, sofrer, pesado, leve.

Frases sinestésicas
- Eu entrarei em contato com você - Eu posso pegar essa idéia - Segura um segundo - Eu sinto isso nos meus ossos - Um homem de coração quente - Um cliente frio - Ser insensível - Arranhar a superfície - Eu não consegui colocar meu dedo nisso - Quebrando aos pedaços - Controle-se - Fundação firme - Argumento acalorado - Não seguindo a discussão - Operador suave

Neutro ou Inespecífico
Decidir, pensar, relembrar, saber, meditar, reconhecer, assistir, entender, avaliar, processo, decidir, aprender, motivar, mudar, consciente, considerar.

Olfativo – cheiro
Perfumado, mofado, fragrância, enfumaçado, fétido.

Gustativo – gosto
Azedo, sabor, gosto, amargo, salgado, suculento, doce.

Frases olfativas e gustativas
- Cheira a rato - A situação cheira mal - Uma pílula amarga - Um gosto pela boa vida - Uma pessoa doce - Um comentário ácido

Você percebe que cada ação que toma, ou frase que diz, é precedida por uma ou mais dessas representações internas? As palavras que alguém usa, reflete se ela está pensando usando o sistema representacional dela, e isso dá um insight de como o cérebro dela está, naquela hora, classificando a informação. Você não pode dizer o que uma pessoa está pensando, mas pode ter uma boa idéia de como ela está pensando! Quando você sabe ouvir o tipo de palavra que as pessoas estão usando, você sabe que "sentido" elas estão usando no pensamento delas. 

Por isso, se você ficar usando palavras auditivas para uma pessoa visual, inconscientemente ela terá que traduzir internamente para o sistema próprio dela. Isso toma tempo, pode ser difícil para algumas pessoas e não cria Rapport. É simples assim – ouvir as palavras representacionais que indicam em que sentido a pessoa está pensando, e ajustar o seu estilo de comunicação para combinar.